Chicago foi uma cidade que me surpreendeu MUITO.
Eu passei sete dias por lá durante o verão e, antes da viagem, tinha aquela sensação de que algumas das atrações famosas seriam “tem que ir porque você está em Chicago” do que lugares que eu realmente acharia incríveis.
E foi justamente o contrário.
Até o The Bean, que eu jurava que seria aquele ponto turístico para chegar, tirar foto e ir embora, me surpreendeu. Ele realmente tem alguma coisa que te prende kkk.
Mas Chicago vai muito além das atrações tradicionais. Tem o rio cortando Downtown, quilômetros de orla no Lago Michigan, praias, parques, bairros ótimos para comer e uma programação cultural muito forte.
Então, se você está tentando decidir o que fazer em Chicago, eu começaria por algumas prioridades: passeio de barco de arquitetura, Millennium Park e The Bean, Chicago Riverwalk, Navy Pier, um passeio pela orla do Lago Michigan e, claro, comer uma deep-dish pizza. A partir daí, dá para escolher o restante de acordo com o seu perfil e com quantos dias você terá na cidade.
1. Fazer o passeio de barco de arquitetura pelo Chicago River
Vou começar pelo maioral porque não tem jeito: se eu tivesse que escolher uma única atividade paga para recomendar em Chicago, provavelmente seria o passeio de barco de arquitetura.
Chicago é uma cidade muito marcada pela arquitetura, e esse passeio muda completamente a forma como você começa a olhar para os prédios ao seu redor.
Inclusive, eu me arrependi de ter deixado o passeio para um dos últimos dias. Hoje, faria logo no começo da viagem. Depois dele, você passa a andar pela cidade reconhecendo os edifícios, lembrando das histórias, reparando nos diferentes estilos arquitetônicos… e tudo começa a ter muito mais graça.
Só navegar pelo Chicago River vendo o skyline já seria incrível. Mas o tour vai além: você conhece a história dos edifícios e percebe detalhes que provavelmente passariam despercebidos caminhando pela cidade.
Foi durante esse passeio que comecei a prestar mais atenção em prédios como o Civic Opera House, que achei ABSURDO de bonito e me deixou com vontade de voltar para assistir a alguma apresentação.
O tour clássico do Chicago Architecture Center dura 90 minutos e acontece entre março e novembro. Se estiver viajando em uma época movimentada, eu reservaria com antecedência.
E esse passeio merece tanto destaque que teremos um artigo só sobre ele, explicando como funciona, as opções de tour e tudo o que eu gostaria de saber antes de reservar.
2. Conhecer o Millennium Park e ver o The Bean
O Millennium Park provavelmente já vai aparecer em qualquer lista de lugares para conhecer em Chicago. É turístico? Sim. Vai estar cheio? Sempre. Mas mesmo assim vale a pena!
Eu fui duas vezes. Na primeira, passei por lá perto do pôr do sol. As cores refletindo no The Bean estavam LINDAS, mas estava lotadoooo. Foi difícil até conseguir tirar uma foto. Como queria aproveitar melhor, voltei outro dia bem cedo. Muito mais tranquilo.
E foi aí que percebi que tinha subestimado completamente o lugar. Eu esperava encontrar uma escultura famosa que você olha por cinco minutos e pronto. Mas o reflexo dos prédios, das pessoas e da própria cidade cria uma coisa muito diferente. Eu gostei muito mais do que esperava.
Minha dica é simples: se quiser vê-lo mais vazio e tirar fotos com calma, tente chegar cedo. Se passar por ali no pôr do sol, observe como a luz muda completamente os reflexos.
E não vá embora depois da foto. Ali também fica o Jay Pritzker Pavilion, aquela estrutura enorme e super diferente onde acontecem vários eventos e apresentações, inclusive gratuitas em determinadas épocas do ano.
Uma coisa que eu gostei muito de fazer foi comprar alguma coisa para comer e um café e sentar por ali. No verão, principalmente, você vê muita gente fazendo exatamente isso.
Depois, atravesse a BP Pedestrian Bridge. A própria ponte já é interessante pela arquitetura e leva até a região do Maggie Daley Park. Ou seja: não pense no The Bean como uma atração isolada. Dá tranquilamente para passar algumas horas aproveitando toda essa região.



3. Caminhar pelo Chicago Riverwalk
Outra coisa que eu faria sem pensar duas vezes é percorrer o Chicago Riverwalk.
A caminhada é muito gostosa e você passa o tempo inteiro cercado pelos prédios que fazem o skyline de Chicago ser tão bonito. Faça isso depois do passeio de arquitetura de barco: você vai reconhecer vários deles pelo caminho e olhar para a cidade de outro jeito.
Eu gostei muito da atmosfera. Tem gente caminhando, bebendo, andando de caiaque… Vi grupos em barcos particulares aproveitando o rio como se estivessem no mar, muito engraçado kkk.
Se estiver viajando em grupo, vale pesquisar quanto ficaria dividir o aluguel de um barco. Outra opção diferente é conhecer o rio de caiaque.
Eu só não colocaria os restaurantes do Riverwalk como prioridade gastronômica. Achei vários caros para o que oferecem. Para sentar, beber alguma coisa e aproveitar o ambiente, tudo bem. Como exemplo, fica o Tiny Tapp & Café. Mas, para comer bem, há regiões de Chicago que eu escolheria antes.
Para quem quiser fazer: passeio de caiaque pelo Chicago River
4. Ir ao Navy Pier
Para mim, o Navy Pier também é um OBRIGATÓRIO em uma primeira viagem.
Além da vista linda do Lago Michigan e do skyline, tem roda-gigante, bares, restaurantes e lojas. Curiosamente, foi também um dos lugares em que encontrei melhor custo-benefício para comprar lembrancinhas.
Mas tem uma dica ainda mais importante: olhe a programação do Navy Pier para os dias da sua viagem.
Eu fui no verão e assisti aos fogos de uma quarta-feira sem grandes expectativas. E achei LINDO. Foi muito mais legal e diferente do que eu imaginava.
Chicago tem uma relação muito gostosa com o verão, e essa região recebe várias atividades sazonais. Então não visite o Navy Pier apenas como quem vai “ver a roda-gigante e voltar”. Confira primeiro se haverá algum evento no dia.



5. Caminhar ou pedalar pela orla do Lago Michigan até Lincoln Park
Essa foi outra parte de Chicago que eu gostei muito.
A cidade tem uma orla enorme no Lago Michigan e você pode percorrer vários trechos caminhando ou de bicicleta. Para fazer uma distância maior, eu escolheria a bicicleta.
Uma possibilidade é sair da região central e seguir pela orla em direção a Lincoln Park. O parque é enorme e a região é ótima para caminhar, parar em algum café ou seguir até a North Avenue Beach.
E aqui Chicago muda completamente conforme a estação. No calor, você realmente pode aproveitar a praia. No frio, a experiência é outra: pode simplesmente caminhar pela região e contemplar o Lago Michigan (eventualmente até congelado) com a cidade ao fundo.
Na direção do Museum Campus ficam o Shedd Aquarium, o Field Museum e o Soldier Field. Eu não entrei no aquário, mas gostei muito da área externa e da vista da cidade. Na volta, ainda dá para passar pela Buckingham Fountain.
E já que você chegou até Lincoln Park…
6. Comer uma deep-dish pizza
Sim, eu estou colocando pizza numa lista de coisas para fazer em Chicago. Porque comer uma deep-dish faz parte da viagem.
A pizza típica de Chicago é completamente diferente da pizza que estamos acostumados a comer no Brasil. Ela é feita em uma forma alta, com bastante recheio e molho de tomate por cima. Visualmente, quase parece uma torta.
Existem vários lugares famosos na cidade, mas a melhor deep-dish que eu comi em Chicago foi no Bacino’s, em Lincoln Park.
Então dá para combinar perfeitamente com o passeio anterior: faça a orla, conheça Lincoln Park e termine com uma deep-dish.
E como esse assunto merece mais do que um parágrafo, teremos um artigo específico sobre deep-dish pizza em Chicago, explicando o que é, um pouco da história e onde eu realmente recomendo provar.
Quer uma viagem pensada para vocês dois?
Eu monto o roteiro a partir do perfil do casal: ritmo, gostos, orçamento e tempo disponível, com hospedagens, passeios e restaurantes organizados dia a dia.
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7. Visitar o Art Institute of Chicago
Se você gosta de arte, eu colocaria o Art Institute no roteiro. Eu achei INCRÍVEL.
Ele me lembrou bastante o MoMA de Nova York e tem um acervo grande o suficiente para ocupar algumas horas facilmente. Como fica pertinho do Millennium Park, também é fácil encaixá-lo na programação.
Mas aqui entra justamente aquela parte de montar um roteiro de acordo com o seu perfil: se museu de arte não é a sua praia e você tem pouco tempo em Chicago, eu não iria simplesmente porque ele aparece nas listas de “imperdíveis”. Agora, se você gosta, vale muito a pena.
8. Ver Chicago do alto
Outra experiência legal é escolher um dos mirantes da cidade.
Eu fui ao Skydeck, no Willis Tower, e gostei bastante. É uma daquelas atividades mais turísticas, sim, mas a vista ajuda a ter outra dimensão da cidade e do tamanho do Lago Michigan.
Se você gosta de mirantes, eu incluiria um no roteiro. Não acho necessário fazer vários: escolha aquele que mais fizer sentido para você e pronto.
9. Assistir a um jogo
Essa é uma das experiências que eu mais gosto de recomendar nos Estados Unidos: veja qual esporte estará acontecendo nas datas da sua viagem e tente assistir a um jogo.
Em Chicago, eu fui a um jogo de beisebol do White Sox e AMEI a experiência. Mas não precisa ser beisebol. Dependendo da época, pode ser basquete, hóquei ou futebol americano.
Antes da viagem, eu pesquisaria o calendário e veria o que coincide com as suas datas. Mesmo que esporte não seja o foco, ir a um jogo pode ser uma experiência completamente diferente.



10. Assistir a um musical ou espetáculo
Chicago também tem uma cena de teatro e musicais muito legal, inclusive porque vários teatros da cidade são antigos e já fazem parte do passeio.
Outra coisa que eu faria numa próxima viagem, que não consegui fazer nessa, seria olhar a programação do Civic Opera House. Eu não assisti a nenhuma apresentação ali, então não posso recomendar a experiência em si, mas o prédio chamou MUITO minha atenção durante o passeio de arquitetura. É belíssimo.
Se você gosta desse tipo de programa, vale pesquisar o que estará em cartaz durante a sua estadia.
11. Conhecer Fulton Market
Fulton Market foi uma das regiões de que mais gostei. Tanto que fui duas vezes.
É um bairro gostoso para caminhar, com prédios que ainda lembram bastante o passado mais industrial da região, restaurantes, bares e uma programação que pode incluir mercados e eventos temporários. Foi meu bairro favorito em Chicago. Se eu fosse morar na cidade, com certeza seria uma das regiões que eu consideraria.
E é também um ótimo lugar para comer.
O Au Cheval, para mim, é visita obrigatória!!!!! Eu não vou falar que é “o melhor hambúrguer dos Estados Unidos” porque já comi hambúrguer demais para fazer esse ranking kkk, mas posso dizer que entra tranquilamente no TOP 5 da minha vida. É MUITO diferenciado.
Também gostei do Green Street Smoked Meats, para carnes e barbecue, e tem uma unidade da Levain Bakery para quem quiser provar os famosos cookies. E, para mim, o tradicional é de longe o melhor.
12. Chinatown e University of Chicago para quem tiver mais tempo
Se tiver mais dias, aí começaria a acrescentar alguns lugares que saem um pouco dos grandes imperdíveis.
Chinatown é uma opção legal para caminhar, conhecer outra região da cidade e, obviamente, aproveitar para comer.
Também gostei de visitar o campus da University of Chicago, em Hyde Park. O campus tem muitos edifícios de arquitetura neogótica e é um passeio completamente diferente de Downtown.
13. Fazer compras na State Street e Magnificent Mile
Se você quiser separar um tempo para compras, eu colocaria a State Street como uma das principais referências. Ela fica no próprio Loop, perto de várias atrações, então é fácil encaixar algumas lojas sem perder meio dia só em deslocamento. A região mistura lojas maiores, opções mais acessíveis e a histórica Macy’s da State Street.
A Magnificent Mile, na Michigan Avenue, também é famosa pelas compras e vale caminhar por lá. Eu mesma não fui com foco em comprar, mas entrei na loja oficial de Harry Potter e achei MUITO legal para quem é fã. É uma das maiores lojas de Harry Potter que já visitei e encontrei produtos que não tinha visto nem em outras lojas dos Estados Unidos.
Agora, a Starbucks Reserve Roastery… eu passaria 😂. É enorme e chama atenção, mas estava sempre cheia quando passei por ali. Fila pra Starbucks não, gente kkk não dá.
Uma das minhas principais dicas: veja o que está acontecendo em Chicago
Depois de tudo isso, tem uma dica que eu acho que faz muita diferença na viagem: não pesquise apenas as atrações fixas. Pesquise o que estará acontecendo em Chicago exatamente nos dias em que você estiver lá.
Principalmente no verão, eu encontrei shows gratuitos, fogos, cinema ao ar livre, feirinhas, mercados e várias programações temporárias. Parece que, depois de meses de frio, todo mundo só quer estar do lado de fora aproveitando cada minuto do verão kkk.
Para descobrir esse tipo de coisa, vale acompanhar perfis como Windy City Chicago e Secret Chicago antes da viagem. Depois, sempre confirme data, horário e condições no site oficial do evento.
Às vezes, uma dessas experiências que nem estava na sua lista original acaba virando uma das melhores lembranças da viagem.
Uma dica antes da viagem: assista a filmes e séries que se passam em Chicago
Eu adoro assistir a filmes e séries que se passam no destino antes de viajar. Parece bobagem, mas é muito legal chegar e reconhecer lugares que você já viu na tela.
Se quiser entrar no clima, três sugestões são Batman (especialmente os filmes da trilogia de Christopher Nolan que usaram Chicago como cenário de Gotham), Chicago Fire e Chicago P.D.
Eu faria essa “lição de casa” antes da viagem kkk. Depois é muito mais divertido reconhecer os lugares ao vivo.
O que eu priorizaria em Chicago se tivesse pouco tempo?
Se fosse minha primeira viagem e eu tivesse poucos dias, eu não tentaria colocar tudo desta lista no roteiro.
Começaria pelo passeio de barco de arquitetura, Millennium Park e The Bean, Riverwalk, Navy Pier, algum trecho da orla do Lago Michigan e uma deep-dish pizza.
Depois escolheria conforme o meu perfil: gosta de arte? Art Institute. Quer uma vista panorâmica? Um mirante. Gosta de esporte? Veja se tem jogo. Quer comer bem e conhecer uma região diferente? Fulton Market. Tem mais tempo e quer sair do circuito mais óbvio? Lincoln Park, Chinatown e University of Chicago começam a entrar na programação.
No fim, Chicago tem atrações suficientes para preencher muitos dias, mas eu não acho que você precise transformar a viagem numa corrida para conhecer todas elas.
Uma das coisas de que mais gostei foi alternar os lugares famosos com tempo para caminhar sem pressa, comer bem, sentar perto do lago e descobrir alguma programação acontecendo naquele dia.
Foi assim que Chicago, que eu achava que seria uma cidade de vários “tem que ir”, acabou se tornando uma das cidades que mais me surpreenderam nos Estados Unidos.
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